terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

A doença do Poder

É triste...
Neste mundo onde os portugueses contribuiram para a globalização, hoje em trend, ficamos pasmados com os feitos dos peões, pés descalços, heróis sem nome, mulheres e homens que forçados pela inércia da fome e injustiças desta sociedade, preferiram fugir para qualquer lado onde a promessa duma nova vida os impulsionava para o saudosismo dum Portugal melhor que nunca existiu.
Desses homens e mulheres não reza a história. A história dissipa-se no alarido de uns quantos senhores da realeza elitária política. Pelo que parece na história portuguesa não existem portugueses pobres de carisma nobre e louvados de honor. Quem recebe os louros são sempre os mesmos. Os peões nada fazem... cá estão para se recomporem da escravidão e de algum feito que a humildade não os deixa revindicar a coroa. Essa humildade sempre foi a desculpa para não se ser espezinhado pelos senhores no poleiro. Sempre assim foi! E hoje? já alguém pensou porque somos tão pobres e os políticos tão poderosos? Não precisamos de ir muito longe para vermos onde nos encontramos. Basta ver quem era Mario Soares economicamente antes de tomar as rédeas e constatarmos que a riqueza não caiu do céu, mas sim do suor do povo. Este povo um dia verá que o lema do português que algo consegue neste país sempre foi o mesmo... roubar aos mais pobres, o seu salário que é uma gorgeta e, ele sem trabalhar enriquece porque resta-lhe muito tempo para ganhar dinheiro.